Armad estava boquiaberto: como aquele cavalo podia correr daquela maneira, com dois adultos sobre seu lombo? O animal manteve a marcha acelerada por uma hora inteira, sem demonstrar o menor sinal de fadiga e, quando a ferraria se tornou visível, cem metros adiante, é que Mad Star o fez diminuir o passo, para um trote moderado.
- Seu cavalo tem uma resistência incrível.- comentou Armad.
- Impressionante, não? Esse cavalo foi presente de um necromancer, por tê-lo salvo dos salteadores que atacaram a caravana em que viajava. Eu o escoltei até Agrapur, que fica a seis dias daqui, ao norte. Chegando lá, ele disse que eu poderia ficar com seu cavalo, em sinal de agradecimento. Desde então, nunca mais o ví. O nome desse cavalo é Murugan.
Baldron estava na entrada de sua ferraria. Era um homem alto e corpulento, de longo cabelo ruivo amarrado em rabo de cavalo, uma barba espessa e bem aparada cobria-lhe o queixo.Por cima da túnica marrom, um grosso e pesado avental de couro, bastante desgastado pelo trabalho pesado.
- Bem-vinda de volta, Mad Star. Em que posso serví-la? - perguntou o ferreiro de voz retumbante.
- Preciso trocar as ferraduras de Murugan. Uma caravana partirá de Nohati daqui a uma semana, em direção ao sul, e me contrataram para escoltá-la. Ah, sim, e esse rapaz soube que você precisa de um ajudante, por isso o trouxe até aqui.
- Hum... - grunhiu o ferreiro, dando um passo em direção a Armad, assim que o rapaz apeou.
- Qual seu nome, rapaz? - perguntou, encarando-o nos olhos.
- Armad, senhor.
- Deixe-me ver suas mãos Armad.
Armad estendeu-lhe as duas mãos espalmadas. Baldron segurou-as firme pelos pulsos e examinou-as cuidadosamente, como se procurasse algo escrito nelas.
- Mãos calejadas... você já está acostumado com trabalho pesado, não? O que você fazia antes de vir para cá?
- Eu ajudava meu pai, com o trabalho da fazenda e, sim, convivo com trabalho duro desde garoto.
- E acha que dá conta do trabalho em uma ferraria? Te garanto que é bem pior que guiar um arado ou manejar uma enxada.
- Farei o que puder para não decepciona-lo, senhor Baldron.
- Muito bem, então... deixe-me ferrar o cavalo de Mad Star primeiro, pois ela tem pressa. Depois sentaremos para combinar seus deveres como meu ajudante e seu pagamento. – disse o ferreiro em tom cordial, enquanto conduzia Murugan para dentro da ferraria, puxando-o pelos arreios.
A ferraria de Baldron era um grande galpão de teto alto; próxima à entrada, ficava um estábulo com duas baias, onde ficavam os cavalos, aguardando para serem ferrados. No fundo do galpão ficava a forja, um brande braseiro de pedra, cujas chamas eram atiçadas por foles acionados com alavancas. Na parede esquerda, alicates, pinças, tenazes e martelos de todos os tamanhos, pendurados em cabides. No centro, próxima da forja, uma grande e pesada bigorna, onde o metal em brasa era malhado até adquirir a forma desejada. Na parede direita, várias prateleiras, do teto até o chão, com partes de armaduras, espadas, elmos, lanças, adagas, punhais e toda sorte de armas brancas. Na prateleira mais próxima do chão, caixotes de madeira com ferraduras. Haviam também barras e lingotes de ferro, matéria-prima para se fazer tudo que tinha ali.
Baldron, por sua experiência no ofício de artífice, não levou mais que meia hora para retirar as ferraduras gastas de Murugan e substituí-las por novas. As ferraduras velhas foram atiradas em um barril junto com outra tantas; elas iriam para a forja, para se fazerem novas ferraduras.
Armad observava a tudo atentamente, para já colher algum conhecimento. Essa seria sua profissão a partir de agora. Mad Star conferiu o serviço e, satisfeita, entregou a Baldron uma pequena bolsa com cinco moedas de prata. Montou em Murugan e, virando-se para Armad, disse:
- Boa sorte em seu novo trabalho, garoto. Dê ouvidos a tudo que Baldron disser, pois ele tem muito a lhe ensinar.- depois, virando-se para Baldron – Cuide bem do garoto, Baldron. Sinto que ele lhe trará muito orgulho como seu aluno.
Terminando de falar, Mad Star virou Murugan em direção à saída e disparou a galope. O cavalo parecia adivinhar a vontade de sua dona, pois Mad Star nunca o esporeava, batia os arreios, puxava o freio ou usava chicote; era como se ela o comandasse por pensamento.
Logo após a partida da guerreira, Baldron chamou Armad para lhe mostrar toda a ferraria, os tipos de serviço que eram feitos, o que era fabricado, qual a rotina de trabalho e qual seriam as funções desempenhadas por ele. Faltando uma hora para o pôr-do-sol, Baldron se preparava para fechar; a forja já estava apagada, as ferramentas guardadas em seus devidos lugares e o chão, que passa o dia cheio de aparas de ferro e limalha, estava varrido e limpo. Armad, ocupado com seus afazeres, nem percebeu o passar das horas.
- Tem onde passar a noite, Armad? – perguntou Baldron, enquanto trancava o portão.
- Cheguei na cidade hoje, senhor Baldron. Ainda não tive tempo de procurar um lugar para pernoitar.
- Fique na minha casa esta noite, então. Pedirei a minha esposa que arrume o quarto de hóspedes. Amanhã, tire o dia de folga, para procurar um quarto para alugar.
- Não tenho palavras para lhe agradecer, senhor Baldron... – disse o rapaz, comovido com a generosidade de seu patrão.
- Não precisa agradecer. Vejo integridade e bondade em seus olhos, por isso fico contente em poder ajudar. Agora vamos. As ruas de Durvall não são seguras, ao cair da noite.
Baldron atrelou sua pequena charrete na mula, e em seguida foram embora dali, enquanto os sóis trigêmeos se aproximavam do horizonte, para em poucas horas a noite cobrir aquelas terras com seu manto negro.

\o/
ResponderExcluiro que serah q ele vai fazer na casa do Baldor?
eim eim
muito maneiro...
mais tah fartando um cadin de ação...
tah fartando a Mad star pegar a namu de jeito, ou então arrancar a cabeça de algumas pessoas xD
bjss tio
Quer violência? Espere pela próxima postagem... creio que vai ficar satisfeita.
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