quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Petra - parte 3 - Monstro

Os meses passaram com uma rapidez impressionante... Armad assimilou facilmente as habilidades de artífice. Já conseguia forjar uma espada e ferrar um cavalo, sem o auxilio de Baldron. Alugou um quarto de pensão, próximo à catedral Narzebub e, todo dia de manhã, quando Baldron chegava para abrir a ferraria, seu ajudante já o esperava em frente ao portão.
Em uma fria madrugada de outono, Armad foi despertado pelo que pareciam gritos vindos dos arredores da catedral. "Alguém precisa de ajuda..." ele pensou, sendo em seguida, interrompido pela lembrança de Baldron, dizendo: "se ouvir gritos na madrugada, não saia. Tranque bem sua porta e janela. O mal domina essa cidade, ao anoitecer."
O mal. Disse apenas isso. Mas o que seria "o mal"? Apesar de ter sido criado no interior, Armad era cético quanto a existência de assombrações ou demônios. Alguém precisava de ajuda e ele não poderia ficar ali, fingindo que não estava acontecendo.
Foi até sua sacola e apanhou um punhal, presente de seu pai, quando completou dezoito anos. Prendeu-o ao cinto, vestiu um manto para proteger-se do frio da noite, saiu do quarto e desceu a escadaria que levava até a rua. A cidade estava deserta; exceto por um gato que passou carregando na boca, um camundongo que acabara de caçar, não havia uma viva alma na rua. Um novo grito e, desta vez, vindo de um beco próximo dali. De arma em punho, Armad foi se aproximando, o mais silenciosamente que podia. Um poste com um lampião à óleo iluminava debilmente a entrada do beco, deixando todo o resto na total penumbra. Ouve-se um gemido agonizante e, arrastando-se para fora do beco, um homem, lavado em sangue, luta para manter-se de pé, numa tentativa desesperada de fugir. Ao avistar Armad, ele estende-lhe a mão, em sinal de advertência e balbucia:
- Fu...fuuuujaaa...ele...está vind... - subitamente um braço negro e musculoso, sai da escuridão do beco, agarra o homem ferido pelo pescoço e o puxa de volta, como um boneco de pano. Os gritos de terror da pobre vítima são interrompidos pelo som de ossos se partindo. Então, um silêncio mórbido domina a atmosfera. Armad, em choque, fica paralisado por alguns instantes, até que, por instinto, gira nos calcanhares, para fugir dali, o mais rápido possível. Mal tem tempo de dar o primeiro passo, aterrissa em sua frente, uma criatura demoníaca, toda negra, pouco mais alta que ele, com enormes asas membranosas, que se dobram às sua costas, formando algo semelhante à um manto. O demônio o encara com olhos ferozes; sua boca esboça um sorriso sarcástico, deixando à mostra, uma carreira de dentes afiados, tingidos com sangue fresco. Em seguida, começa a fitá-lo, de cima até embaixo, como se o estivesse avaliando.
Armad ficou rígido como uma estátua, suando, apesar do frio; sua respiração estava ofegante e seu coração parecia que ia saltar pela boca. Depois de ver o que essa criatura acabara de fazer com aquele homem, não tinha dúvidas que teria o mesmo destino. Enfim, o monstro o encarou nos olhos, novamente e disse:
- Não contará a ninguém, o que viu aqui hoje. - sua voz era inumana, e o timbre se assemelhava ao som de vidro sendo riscado com a ponta de um prego.
- Prometa! - sibilou o monstro.
- Eu... eu prometo... não contarei a ninguém! - as palavras saíram com difuculdade, da boca do rapaz.
- Isto é para que se lembre de sua promessa. - o demônio apanhou a mão esquerda de Armad, como uma tenaz de ferro e, em seguida, lambeu-lhe a palma. A saliva corroeu a pele, como ácido, deixando uma cicatriz cauterizada.
Sem dizer mais nada, o demônio soltou-o, abriu suas grandes asas e alçou vôo, em direção ao céu negro.
O rapaz, correu de volta para seu quarto, trancou a porta, escorou-a com uma cadeira, verificou se a janela estava bem trancada e em seguida, deitou-se na cama, cobrindo-se com o cobertor até a cabeça. As imagens ainda estavam frescas em sua mente: os gritos, o homem ensanguentado, a criatura demoníaca... Armad achou que não conseguiria dormir, mas foi vencido pela fadiga.
Acordou com os sóis trigêmeos já altos no céu. Estava atrasado para o trabalho, sem dúvida. As lembranças da noite vieram à sua mente e ele resmungou para sí: "que pesadelo horrível..." mas ao apoiar a mão esquerda no colchão para levantar, sentiu uma forte ardência na palma; ao virar a mão para verificar, seu sangue gelou: lá estava uma cicatriz de queimadura, em forma de losango, bem no meio da palma da mão. Aquilo não foi sonho. Foi tudo real!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Petra - parte 2 - Baldron

Armad estava boquiaberto: como aquele cavalo podia correr daquela maneira, com dois adultos sobre seu lombo? O animal manteve a marcha acelerada por uma hora inteira, sem demonstrar o menor sinal de fadiga e, quando a ferraria se tornou visível, cem metros adiante, é que Mad Star o fez diminuir o passo, para um trote moderado.
- Seu cavalo tem uma resistência incrível.- comentou Armad.
- Impressionante, não? Esse cavalo foi presente de um necromancer, por tê-lo salvo dos salteadores que atacaram a caravana em que viajava. Eu o escoltei até Agrapur, que fica a seis dias daqui, ao norte. Chegando lá, ele disse que eu poderia ficar com seu cavalo, em sinal de agradecimento. Desde então, nunca mais o ví. O nome desse cavalo é Murugan.
Baldron estava na entrada de sua ferraria. Era um homem alto e corpulento, de longo cabelo ruivo amarrado em rabo de cavalo, uma barba espessa e bem aparada cobria-lhe o queixo.Por cima da túnica marrom, um grosso e pesado avental de couro, bastante desgastado pelo trabalho pesado.
- Bem-vinda de volta, Mad Star. Em que posso serví-la? - perguntou o ferreiro de voz retumbante.
- Preciso trocar as ferraduras de Murugan. Uma caravana partirá de Nohati daqui a uma semana, em direção ao sul, e me contrataram para escoltá-la. Ah, sim, e esse rapaz soube que você precisa de um ajudante, por isso o trouxe até aqui.
- Hum... - grunhiu o ferreiro, dando um passo em direção a Armad, assim que o rapaz apeou.
- Qual seu nome, rapaz? - perguntou, encarando-o nos olhos.
- Armad, senhor.
- Deixe-me ver suas mãos Armad.
Armad estendeu-lhe as duas mãos espalmadas. Baldron segurou-as firme pelos pulsos e examinou-as cuidadosamente, como se procurasse algo escrito nelas.
- Mãos calejadas... você já está acostumado com trabalho pesado, não? O que você fazia antes de vir para cá?
- Eu ajudava meu pai, com o trabalho da fazenda e, sim, convivo com trabalho duro desde garoto.

- E acha que dá conta do trabalho em uma ferraria? Te garanto que é bem pior que guiar um arado ou manejar uma enxada.

- Farei o que puder para não decepciona-lo, senhor Baldron.

- Muito bem, então... deixe-me ferrar o cavalo de Mad Star primeiro, pois ela tem pressa. Depois sentaremos para combinar seus deveres como meu ajudante e seu pagamento. – disse o ferreiro em tom cordial, enquanto conduzia Murugan para dentro da ferraria, puxando-o pelos arreios.

A ferraria de Baldron era um grande galpão de teto alto; próxima à entrada, ficava um estábulo com duas baias, onde ficavam os cavalos, aguardando para serem ferrados. No fundo do galpão ficava a forja, um brande braseiro de pedra, cujas chamas eram atiçadas por foles acionados com alavancas. Na parede esquerda, alicates, pinças, tenazes e martelos de todos os tamanhos, pendurados em cabides. No centro, próxima da forja, uma grande e pesada bigorna, onde o metal em brasa era malhado até adquirir a forma desejada. Na parede direita, várias prateleiras, do teto até o chão, com partes de armaduras, espadas, elmos, lanças, adagas, punhais e toda sorte de armas brancas. Na prateleira mais próxima do chão, caixotes de madeira com ferraduras. Haviam também barras e lingotes de ferro, matéria-prima para se fazer tudo que tinha ali.

Baldron, por sua experiência no ofício de artífice, não levou mais que meia hora para retirar as ferraduras gastas de Murugan e substituí-las por novas. As ferraduras velhas foram atiradas em um barril junto com outra tantas; elas iriam para a forja, para se fazerem novas ferraduras.

Armad observava a tudo atentamente, para já colher algum conhecimento. Essa seria sua profissão a partir de agora. Mad Star conferiu o serviço e, satisfeita, entregou a Baldron uma pequena bolsa com cinco moedas de prata. Montou em Murugan e, virando-se para Armad, disse:

- Boa sorte em seu novo trabalho, garoto. Dê ouvidos a tudo que Baldron disser, pois ele tem muito a lhe ensinar.- depois, virando-se para Baldron – Cuide bem do garoto, Baldron. Sinto que ele lhe trará muito orgulho como seu aluno.

Terminando de falar, Mad Star virou Murugan em direção à saída e disparou a galope. O cavalo parecia adivinhar a vontade de sua dona, pois Mad Star nunca o esporeava, batia os arreios, puxava o freio ou usava chicote; era como se ela o comandasse por pensamento.

Logo após a partida da guerreira, Baldron chamou Armad para lhe mostrar toda a ferraria, os tipos de serviço que eram feitos, o que era fabricado, qual a rotina de trabalho e qual seriam as funções desempenhadas por ele. Faltando uma hora para o pôr-do-sol, Baldron se preparava para fechar; a forja já estava apagada, as ferramentas guardadas em seus devidos lugares e o chão, que passa o dia cheio de aparas de ferro e limalha, estava varrido e limpo. Armad, ocupado com seus afazeres, nem percebeu o passar das horas.

- Tem onde passar a noite, Armad? – perguntou Baldron, enquanto trancava o portão.

- Cheguei na cidade hoje, senhor Baldron. Ainda não tive tempo de procurar um lugar para pernoitar.

- Fique na minha casa esta noite, então. Pedirei a minha esposa que arrume o quarto de hóspedes. Amanhã, tire o dia de folga, para procurar um quarto para alugar.

- Não tenho palavras para lhe agradecer, senhor Baldron... – disse o rapaz, comovido com a generosidade de seu patrão.

- Não precisa agradecer. Vejo integridade e bondade em seus olhos, por isso fico contente em poder ajudar. Agora vamos. As ruas de Durvall não são seguras, ao cair da noite.

Baldron atrelou sua pequena charrete na mula, e em seguida foram embora dali, enquanto os sóis trigêmeos se aproximavam do horizonte, para em poucas horas a noite cobrir aquelas terras com seu manto negro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Petra - parte 1 - Armad



A cidade de Durvall, capital do reino de mesmo nome, é uma das maiores cidades, existentes em Akiron.
Conta-se que, devido às práticas de ciências ocultas, por parte de sua soberana, a Rainha Prata, nenhuma rua ou beco é um lugar seguro ao cair do crepúsculo. Mais de uma pessoa já afirmou ter visto criaturas estranhas, esgueirando-se por entre as sombras das ruas desertas. Outros menos afortunados atreveram-se a sair pela noite escura e nunca mais foram vistos. Narzebub, uma imensa catedral erguida para culto ao deus Garbo, é o edifício que mais se destaca na paisagem urbana. Suas duas torres frontais, de tão altas, podem serem vistas de qualquer ponto da cidade. Sobre o arco da entrada principal, acocorado sobre um pedestal retangular, um solitário gárgula esculpido em mármore negro, do tamanho de um homem adulto, fuzila com olhos maliciosos, quem quer que entre ou saia da catedral, parecendo com um predador escolhendo sua possível presa.
Para o jovem Armad, Durvall é apenas a cidade onde pretende construir sua vida. O filho de fazendeiro humilde, assim que completou dezoito anos, deixou o sitio do pai e a vida pacata do interior para se aventurar na capital. Após três dias de viagem a pé, chegou à cidade por volta do meio-dia; tratou logo de procurar uma estalagem, onde pudesse se hospedar e ficar a par da oferta de emprego de seu novo lar. Para sua sorte, o estalageiro sabia que Baldron, o principal ferreiro da cidade, estava à procura de um ajudante, com disposição para a lida* puxada da ferraria e que também estivesse interessado em aprender o oficio.
- A ferraria de Baldron fica na parte leste da cidade. Sugiro que vá para lá agora, pois ele fecha uma hora antes do pôr-do-sol, e mora longe da ferraria. - advertiu o estalageiro.
Ao se dirigir para a saída, Armad é abordado por uma mulher alta, de longo cabelo vermelho acobreado, olhos amarelos e trajando uma pesada armadura de aço polido. "Uma amazona sápadra! Já tinha ouvido falar das 'olhos-de-dragão', mas achava que fossem apenas lendas..."- pensou o rapaz, assustado com aquela figura imponente, diante dele.
- Se vai ao ferreiro, posso levá-lo até lá... preciso trocar as ferraduras do meu cavalo. - disse a guerreira, com uma voz rouca, mas de timbre melódico.
- Eu ficarei muito grato, senhorita... - Armad é interrompido por uma gargalhada zombeteira, dada pela amazona.
- Sorja. Sorja Erilanka. Mas sou também conhecida e temida, como Mad Star. Ah, ah, ah... e por favor, nada de "senhorita". Se quer chamar alguém assim, chame ela, então... - aponta para uma jovem garota felônia, de longos cabelos esverdeados e olhos de mesma côr, sentada a uma mesa próxima, bebendo sangria em uma caneca de cobre.
- Você vem, Ziria? - Mad Star pergunta à garota-gato.
- Não. Te espero no quarto. Aquele seu amigo ferreiro só sabe falar em metal e espadas e isso me entedia... replicou a garota, em tom azedo.
Sem dizer mais palavra, Mad Star sai da estalagem e se dirige ao poste onde amarram os cavalos. Armad a segue, meio constrangido. Junto com as lendas, ouvia também que as amazonas sápadras não só guerreavam e montavam como homens, mas também agiam como tals, e eis aí, a confirmação desses rumores. Mad Star já devia estar acostumada com as grosserias de sua namorada, pois não demonstrou incômodo nenhum. A guerreira montou em um cavalo grande, musculoso, de cascos grossos, pêlo cinzento e uma longa crina de tom prateado, caída pelo lado esquerdo do pescoço. Armad nunca tinha visto tão magnífico animal, que parecia ter saído de uma pintura épica de guerra.
- Suba! Te dou uma carona. - disse Mad Star, estendendo a mão.
Com um único impulso, Mad Star pôs Armad sentado em sua garupa, tão facilmente que o rapaz parecia não pesar nada. Em seguida, dispararam a galope, em direção à parte leste da cidade, onde Armad tinha a esperança de que Baldron o aceitasse como ajudante e aprendiz.

(*) lida=trabalho

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O lunático da floresta


Mad Star abriu os olhos, mas não levantou. Permaneceu deitada, olhando para o céu já claro, procurando descobrir que horas eram, pela posição do sol. Os três discos incandescentes, conhecidos como sóis trigêmeos, já estavam a uma boa altura, em relação ao horizonte, o que indicava ser por volta de nove horas. Ziria dormia com a cabeça apoiada em seu ombro direito; ela era engraçada dormindo: a boca escancarada, deixava seus caninos brancos e salientes bem à mostra, enquanto que um ronco leve, igual ao ronronar de um gato, era ouvido. Delicadamente, para não acordar sua amante, Mad Star levantou sua cabeça o suficiente para retirar seu ombro de baixo e a pousou na lona enrolada que usava como travesseiro. Ao levantar, bocejou longamente, enquanto esticava e espreguiçava seu corpo alto e delgado. Não era vaidosa, mas orgulhava-se de ter uma aparência bela, como de uma elfa, porém a força e ferocidade para guerra, de um orc.
"O que terei para o desjejum?" pensou ela. Havia carne seca e pão de centeio no alforje, mas a jovem guerreira estava mais interessada em carne fresca, assada no braseiro. Apanhou a espada e o punhal, embainhou a primeira e prendeu o punhal ao cinturão; em seguida pegou seu arco e aljava de flechas, para então se embrenhar no bosque, à procura de uma boa caça. Esperava não precisar se afastar muito do acampamento, pois apesar de Ziria saber se defender, ela não era páreo para uma matilha de lobos, por exemplo. E Mad Star não queria estar longe de sua amada, caso ela precisasse de ajuda. De repente, algo chama sua atenção: uma pegada de porco selvagem, no barro, e era recente. "Porco assado no café da manhã... boa maneira de começar o dia." Mad Star seguiu as pegadas, procurando de deslocar o mais silenciosamente possível para não alertar sua presa. Grunhidos passaram a ser ouvidos, por detrás de um monte espesso de arbustos. O porco devia estar pastando, logo atrás. Os grunhidos subitamente, passaram a ter um tom de agonia, como se o porco estivesse gemendo de dor; "estaria ferido?". Mad Star se posicionou por detrás de um arbusto para ver onde o porco estava, e se era possível mirar dali. Ao avistar o animal, Mad Star tremeu, pois começou a presenciar uma cena, no mínimo, grotesca: um homem, completamente nu, de cabelos desgrenhados, barba idem e unhas compridas, que não deviam ser aparadas a meses, se é que algum dia foram aparadas. Ele estava imobilizando o suíno selvagem no chão, enquanto mordia sua garganta, sugando-lhe o sangue, ávido como um vampiro faminto. Mad Star sentiu um misto de confusão e náusea. Era a primeira vez que via algo assim. A princípio, pensou de fosse um dos arkanos, que são vampiros organizados em sociedade que vivem no pequeno reino de Arkan, uma terra sombria, além dos limites da floresta. Em seguida descartou a possibilidade: arkanos além de não caçarem desse jeito, não andam nus, pois são uma raça muito pomposa para tal atitude. Então, o que diabos era aquilo?
Como se pressentisse a presença de Mad Star, o homem selvagem virou-se na direção onde ela estava, largou o porco agonizante no chão, e soltou um grito medonho e insano, que a fez sentir um calafrio na espinha. A loucura relampejava em seus olhos. O homem selvagem largou sua presa de lado e saiu em disparada, na direção de Mad Star, com a boca babando o sangue ainda fresco do suíno silvestre. Mad Star rapidamente, pegou uma flecha na aljava, posicionou no arco, apontou e atirou. A flecha foi certeira, direto no coração do lunático. Ele já caiu no chão, sem vida. Desdenhando o homem caído, Mad Star andou até o porco selvagem, que ainda estava vivo, mas muito fraco por causa de todo o sangue que perdeu. Sacou seu punhal e terminou de degolá-lo para que morresse logo. Em seguida, pôs o animal sobre os ombros e voltou para o acampamento. onde Ziria já estava acordada, lhe esperando. O desjejum foi farto e animado, e Mad Star decidiu não contar sobre o lunático, pois julgou desnecessário. Logo depois, recolheram o acampamento e seguiram viagem para a Nohati, uma cidade pequena, localizada nos limites de Durvall, o reino governado pela tirana elfa-de-espinhos, Rainha Prata.

Akiron


Akiron, um continente esquecido pelo tempo e abandonado pelos deuses. Um mundo bárbaro, onde apenas os mais fortes e destemidos sobrevivem. Conheça o dia-após-dia de personagens singulares e ao mesmo tempo estranhos, fortes e corajosos e nem sempre piedosos ou caridosos. Você está convidado a juntar-se a nós e ler nossas crônicas, de feitos heróicos, a atitudes não tão heróicas. Seja mil vezes bem-vindo.